Cidades

Funcionários dos Correios entram em greve por sete dias

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (Sintect-SP), o estado de greve deve se manter até o dia 14, quando uma nova assembleia será feita.

Os funcionários dos Correios negaram a primeira proposta de conciliação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) na noite desta terça-feira (7) e aprovaram estado de greve. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (Sintect-SP), o estado de greve deve se manter até o dia 14, quando uma nova assembleia será feita.

A proposta rejeitada incluía reposição salarial pela inflação no período (com perdas de 3,68%), medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), sem reajuste real, segundo o vice-presidente do Tribunal, ministro Renato de Lacerda Paiva.

Os funcionários dos Correios, por sua vez, reivindicam aumento salarial de 5% para a categoria e pedem a permanência de vários benefícios, como assistência médica, vale-cultura e programa de participação nos lucros ou resultados (PLR).

Segundo Husman Tavares, a principal reivindicação da categoria é a não privatização dos Correios. Eles também querem reajuste salarial de 8%, mas o Governo Federal ofecere 2,21%. “O senhor Kassab, ministro da comunicação, e os seus nomeados para destruir a maior empresa desse país que é a empresa de Correios e Telégrafos, não fizeram nenhuma proposta decente para a categoria. O que mostram até o momento é um total desrespeito aos trabalhadores e trabalhadoras, querendo retirar direitos históricos que a categoria conquistou ao longo de muitos anos e muitas lutas”, disse o presidente em comunicado à categoria.

O dirigente disse que os trabalhadores estarão fazendo piquetes à meia-noite de amanhã em protesto contra a privatização dos Correios. “Lutemos todos e todas juntos por um único objetivo que é a manutenção da nossa empresa como pública e de qualidade , diremos todos um grande não à privatização”, diz em nota.

Veja também a nota do Sintect-PB:

 

A categoria de Correios em Campanha Salarial de sua data base no mês de agosto, negocia com a Direção da ECT em Brasília desde o dia 12 de junho, tendo como principal reivindicação econômica 8% de reposição salarial e nos benefícios e aumento real de salário no valor de R$ 300,00 reais linear a toda a categoria. A contra proposta da ECT limitou-se a 2,21% de reposição salarial e vários ataques com retirada e rebaixamento de direitos históricos já consolidados há anos em Acordo Coletivo de Trabalho da categoria no país.

Diante dessa realidade, o SINTECT/PB conjuntamente com os demais sindicatos da categoria país, realizará Assembleia na próxima terça-feira dia 07 de agosto, para deliberar pela rejeição da proposta apresentada pela Direção da ECT e Deflagração de Greve da categoria no Estado, por tempo indeterminado, a partir da 00:00 hora do dia 08 de agosto de 2018, como única forma de garantir uma verdadeira negociação com a ECT e Governo Federal, que de fato garanta um reajuste salarial digno e compatível com os lucros da Empresa, como também, impeçam a efetivação das propostas de Privatização dos Correios com fechamento de Agências, demissão de servidores concursados, contratações de mão de obra terceirizada e a entrega dessa grande Empresa Pública a iniciativa privada.

Nenhum direito a menos!!! Não a Privatização dos Correios.

A DIRETORIA COLEGIADA DO SINTECT/PB

Redação – Litoral.News

redacao@litoral.news

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